Copyright 2019 - Custom text here

Revolução de 1932 – A Epopéia de São Paulo

Tudo começou em outubro de 1930, quando Getúlio Vargas apoiado pela Aliança Liberal e contando com o braço armado dos Tenentistas, protagonizou a Revolução que colocou fim ao regime da Velha República e suas práticas Oligárquicas no país.

O movimento pregava a convocação de uma Constituinte, o voto secreto e universal, além de profundas reformas políticas e sociais, e contava com entusiasmado apoio em todo o território nacional, tendo nos líderes do Partido Democrático de São Paulo como, Vicente Ráo, Francisco Moratto alguns de seus principais ativistas.

Coube a Vicente Ráo, inclusive, a confecção do plano que desmobilizou completamente as lideranças e a estrutura do PRP, partido que dava base a Velha República.

Vitorioso o movimento, formou-se um Governo Provisório, nomeou-se interventores para todos os estados e governadores (hoje denominados Prefeitos) para as cidades.

Havia muita mágoa represada contra os antigos governantes, no entanto. Por todo o território nacional, perseguições, agressões, saques.

Os Tenentistas, tantas vezes derrotados em antigas tentativas de tomar o poder, exigiam dirigir alguns estados. Depois da malograda tentativa de depor o Presidente de São Paulo Carlos de Campos no ano de 1924, ocasião em que tiveram que empreender fuga pelo interior do país, os Tenentistas exigiram governar o mais rico estado da federação.

Entre fazer o correto e nomear os líderes revolucionários paulistas para comandar São Paulo, ou agradar aos Tenentistas, Vargas optou por entregar o estado aos últimos. São Paulo não aceitou, exigiu um interventor civil e paulista e os ânimos se acirraram.