Civil e Paulista

No poder, os Tenentistas ocuparam militarmente o estado de São Paulo. O tempo passava, e nada de o Governo Provisório falar em constituinte ou eleições. Por todo o Brasil, desconfiava-se de um golpe por parte dos Próceres de 30 para se perpetuar no poder. O povo paulista foi para as ruas e exigiu o fim da liderança Tenentista no estado.

Pressionado, Getúlio cedeu. Em março de 1932, depois de enormes manifestações populares, Vargas nomeou o ex-embaixador Pedro de Toledo, paulista e civil, como interventor de São Paulo. Pressionado a aceitar ingerências em seu governo no momento de nomear o Secretariado, ele reage e exige liberdade de ação. Getúlio ameaça tira-lo do cargo. O povo foi novamente para as ruas.

O Partido Democrático de São Paulo, que tanto lutara em favor de Getúlio, deita um manifesto reprovador as constantes agressões contra o povo paulista e ao estado militarmente ocupado. A polícia getulista invade sua Sede, prende Vicente Ráo, justamente ele, o idealizador do projeto de desmonte do “perrepismo”.

A revolta, porém, não acontecia só em São Paulo. No Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e até mesmo na capital, Rio de Janeiro, explodiram, entre o final de 1931 e o início de 1932, inúmeros movimentos contrários ao governo e a sua política.

Os jornais, mesmo aqueles alinhados ao governo, protestavam. O discurso era um só: “O governo provisório está provisório por tempo demasiado….precisamos de uma Constituição….de eleições…”. Getúlio reprimiu as manifestações com violência e com isso, a revolta do povo só aumentou.